A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 28/01/2020

A passagem de tempo, por mais que extensa do ponto de vista individual, demora para descarregar e alterar noções equivocadas e construídas no passado. A manutenção da escravidão e do racismo mostra suas facetas até os dias atuais.

A luta contra as injustiças promovidas aos povos africanos é contínua e vem sendo travada por décadas. Agora, observamos um retrocesso nesse sentido na sociedade brasileira.

O Brasil seguiu o exemplo dos Estados Unidos da América e de alguns outros países do mundo e uma onda conservadora e de direita se instaurou na sua massa eleitoral.

Muito disso advém da Internet. O atual presidente e seus colaboradores se colocaram no poder embasando-se principalmente no fluxo virtual das novas gerações de internautas votantes, estabelecendo para eles uma sensação de mudança e superação do antigo governo.

Em meio a isso, muitos extremistas, racistas e apoiadores de regimes totalitários se esconderam nas intenções do novo espectro político, já se interligando com declarações polêmicas do passado de seu representante.

Em seu discurso, associou-se implicitamente a luta contra o racismo aos comunistas e membros da oposição. Essa associação atrasou as ações antirracistas e permitiu a errônea sensação de conformidade e impunidade naqueles que expelem discursos e ações essencialmente racistas, propositais ou não.

Nesta situação, as medidas pensadas devem ser drásticas. O pensamento e a difusão midiáticos devem necessariamente se desprender do movimento antirracista e a sua necessária conscientização deve ser geral, independente de ideais políticos, muito por parte dos próprios votantes e representantes. A criminalização do preconceito deve também ser assídua e a banalização dessas atitudes ilegais não deve ocorrer sobre nenhuma hipótese. O partido e as formas idealistas não devem também se apoiar no ódio nem em extremismos para se elegerem.