A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 01/02/2020

Em maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que determinou o fim da escravidão no Brasil. Apesar desse fato, o problema do racismo no país ainda persiste na atualidade. Esse cenário é fruto dos resquícios do período colonial, que, como consequência, impregnou conceitos racistas na sociedade, gerando desigualdade e impunidade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de resolver o problema.

Precipuamente, é importante pontuar que o racismo persiste no Brasil devido à escravidão praticada no período colonial, sob a justificativa de que as pessoas negras eram inferiores às brancas. Esse tipo de pensamento se manteve mesmo após a abolição da escravatura, que resultou na marginalização dessa parcela da população. Como, naquela época, não foi criada nenhuma medida que inserisse o negro na sociedade, essa segregação permanece nos dias atuais, com uma grande quantidade de pessoas reproduzindo conceitos racistas acerca da cultura, religião e aparência física dos afrodescendentes.

Como consequência disso, a marginalização dos negros aumentou sua exposição a violência, drogas e falta de acesso à educação, por exemplo, visto que, nas regiões de baixa renda, esses fatores são recorrentes. Isso pode ser comprovado um um dado divulgado pela revista Veja, que evidencia que cerca de 72% das pessoas que vivem em bairros carentes são negras. Por esse motivo, surgiu o problema a da estereotipização de negros, que consiste na crença de que todos estão envolvidos em atividades criminosas. Isso pode motivar, por exemplo, discursos de ódio e casos de violência e intolerância religiosa e cultural. Contudo, apesar de existir uma lei que proíbe esse tipo de conduta, não existe uma fiscalização eficaz, que faz com que muitos casos não sejam devidamente punidos.

Portanto, diante do supracitado, urge a necessidade de resolver esse problema. Desse modo, é preciso que as escolas promovam atividades projetadas por psicopedagogos que informem os jovens acerca do racismo, por meio de palestras que evidenciem como ele surgiu e porque ainda perdura, a fim de formar cidadãos mais conscientes. Aliado a isso, o Tribunal de Contas da União deve direcionar verbas para a fiscalização de crimes como o racismo, por intermédio de guardas e câmeras de segurança, com o objetivo de punir efetivamente as pessoas que praticam esses atos. Desse modo, será possível amenizar a persistência do racismo no Brasil e incluir os negros na sociedade, processo que deveria ter iniciado com a abolição da escravidão em 1888.