A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 30/01/2020
A escravidão no Brasil, ocorrida no século XVI (dezesseis) não foi somente o palco da grande injustiça contra os negros, mas também deu origem a um problema enraizado na sociedade brasileira até hoje, o racismo. Embora mais da metade dos residentes desse país seja pertencente as raízes africanas, torna-se cotidiano os relatos de violência e desigualdade sofrido pelos mesmos. Ainda que seja comum deparar-se com campanhas contra o preconceito, quebrar tal estigma está longe de ser uma tarefa fácil.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 46,5% da população brasileira é parda e 9,3% negra, com isso, nota-se que mais da metade dos brasileiros apresentam além do fenótipo, tem presente também o genótipo africano em si. Mesmo sendo um número apresentável para acabar com o racismo, o mesmo continua mais presente que nunca, como o caso ocorrido em novembro de 2019, o goleiro sub 20 do flamengo (Hugo) foi chamado de “macaco” pela torcida adversária.
Nas universidades não é diferente, segundo a El pais, em anos, somente em 2019 teve-se os negros como maioria nas faculdades, porém o número torna-se contraditório ao comparar a quantidade de negros cursando medicina. Assim, tornou-se solução governamental a implantação das cotas raciais, ao invés da adoção de uma educação boa e igualitária para todos. Desta forma, é notório destacar que, esse problema que segue enraizado na sociedade brasileira não desencadeia somente o preconceito, mas toda a burocracia de nascer e ser negro desde no futebol as universidades.
Em suma, é preciso que ações governamentais sejam feitas para mudar esse problema. Começando com a implantação de uma educação de qualidade para todos, oferecendo cursos de capacitação para professores, e verbas governamentais para melhoria na infraestrutura de escolas periféricas, dessa forma, a concorrência por uma vaga na universidade se tornará mais justa e consequentemente aumentará ainda mais o acesso dos pardos e negros a faculdade. Além disso, torna-se necessário o governo incluir desde o ensino fundamental a conscientização de se conviver com as diferenças, seja de classe, gênero ou racial, esperar que a criança aprenda isso em casa poderá resultar em mais casos de racismo e preconceito, que é passado dos pais para os filhos. Não é possível acabar tão rapidamente com um problema de séculos, mas enquanto medidas iniciais não forem tomadas, nunca o Brasil cortará essas raízes com a escravidão.