A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 31/01/2020

Ao afirmar, “Se queres prever o futuro, estuda o passado”, o filósofo chinês Confúcio faz, de certa maneira, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele está certo, pois o racismo na sociedade brasileira não é um problema atual. Desde o final do Brasil colônia, afrodescendentes sofrem com a opressão por conta de suas culturas. Assim, hodiernamente, as adversidades ainda persistem, seja pela falta de ensino cultural, seja pelo simples prazer de praticar violência aos costumes de minorias.

Segundo Immanuel Kant, é no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Sob tal ótica, é possível afirmar que a falta de bagagem cultural transmitida pela educação, abre caminho para o racismo, pois há uma contestação sobre a diversidade cultural, baseado apenas na visão europeia que sempre julgou mal o homem de origem africana. Esse julgamento de costumes de outros povos possuindo o mínimo de conhecimento sobre suas origens, só reforça o pensamento de Kant aplicado ao racismo.

Convém lembrar ainda que a persistência do racismo também é fomentada por grupos que, pelo simples prazer a pratica de violência a tudo que os opem, oprimem minorias. Na visão de Friedrich Schiller, a violência é sempre terrível, mesmo quando a causa é justa. Logo, se torna evidente que não há justificativa para opressão cultural ou racial de minorias.

Fica claro, portanto, que o governo federal deve investir amplamente no incentivo ao fim do racismo, através de seus órgãos de educação e fomento a cultura, estimulando a diversidade e também com leis mais duras que reprima qualquer espécie de violência contra minorias. Espera-se com isso, que haja uma diminuição dos casos de racismo no Brasil.