A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 01/02/2020

Na época da colonização brasileira, os portugueses afirmavam que os negros e os índios eram “raças” inferiores, e passaram a aplicar a discriminação com base racial em suas colônias. Tal realidade expressa a persistência desse comportamento errôneo nos dias de hoje, reforçado pela mídia e gerando consequências graves, como a intolerância.

Nesse contexto, a Constituição de 1988 confirma a existência do racismo e o tipifica como crime. Assim, os meios de comunicação, como a televisão, que atinge um grande número de pessoas, não ajudam a divulgar essa informação e nem a combater o problema. Desse modo, as mídias trazem conteúdos carregados de estereótipos, onde os personagens negros representam pessoas consideradas inferiores, reforçando, assim, o pensamento equivocado e persistente da atualidade.

Além disso, mesmo o Brasil tendo uma grande mistura de etnias, a sociedade insiste em contrariar a diversidade cultural, gerando atitudes de ódio e ofensas, como a destruição de artigos de uma religião distinta. Dessa forma, conforme a jornalista e produtora cultural, Marina Duarte de Souza, “Para mudar essa realidade, temos que combater a raiz da intolerância, que pra mim é o racismo.",  deixando claro como a ideia de superioridade ao outro é um problema.

Portanto, medidas são necessárias para que a discriminação racial deixe de ser uma realidade brasileira, como o aumento de atores negros representando personagens que abordem a temática do racismo como crime, em novelas transmitidas na televisão, para que as pessoas tenham conhecimento da lei. Bem como, o Governo Federal promover propagandas sobre o tema nas redes sociais, com o objetivo de alertar a população sobre as consequências  da problemática.