A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 31/01/2020

Ainda hoje, o racismo representa um obstáculo que, diariamente, toda a população negra enfrenta nas mais ordinárias tarefas cotidianas, nota-se uma lapidação cultural preconceituosa atribuída à figura do negro, devido à marginalização que essa parcela da sociedade sofreu ao longo de sua história, e mesmo a sanção de leis protecionistas falham em conter essa atitude.

Nesse contexto, a sociedade brasileira foi construída a partir de dogmas, muitos ainda não eliminados, que é o caso do racismo. Segundo o IBGE, a maior parte da população brasileira é negra, porém representam apenas 17% entre os mais ricos, o que evidencia a atual desigualdade social. O filme “Cidade de Deus” retrata bem a marginalização das sociedades negras, que representam maioria em favelas,  onde a partir do darwinismo social, os indivíduos submetem-se ao mundo do crime, não por opção, mas pela sobrevivência, o que faz com que a imagem do negro perante a sociedade apresente-se distorcida.

Para Francis Bacon, o comportamento humano é contagioso, portanto o racismo pode ser facilmente explicado à luz dessa máxima: a figura do negro que vive à margem da sociedade, ao cometer crimes mesmo que contra sua vontade, é generalizada para todas as esferas de seu grupo social, assim, um preconceito sem qualquer sustentação além da diferença da pigmentação na pele reproduz-se na forma de segregação em qualquer segmento social. No que tange a isso, não há qualquer argumento que sustente superioridade física ou intelectual de uma raça sobre a outra, afinal, nossa espécie é a mesma.

Dessa forma, os esforços governamentais devem ser direcionados às esferas desfavorecidas da sociedade, programas de transferência de renda como o Bolsa Família devem ser apoiados para que todos tenham oportunidades iguais de ascensão social, e finalmente, a nação brasileira como um todo deve tomar consciência de que o racismo não tem qualquer sustentação científica e apenas dá crédito à ignorância.