A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 31/01/2020
O preconceito racial é tão antigo quanto equivocado, e apesar de ser inaceitável é uma prática com raízes históricas. A segregação e a exclusão da população negra remonta um passado escravista. Mas nem a suposta liberdade concedida pela Lei Áurea foi capaz de amenizar as suas duras consequências.
A discriminação pela origem remonta a Antiguidade, quando gregos e latinos classificavam os estrangeiros como bárbaros. O preconceito de raça, em específico, é mais recente e foi alavancado nos séculos XVI e XVII pela expansão marítima e colonização da América. A visão eurocêntrica de mundo foi uma das principais propulsoras desse costume, ao afirmar que europeus são mais inteligentes e capazes de dominar e prosperar. Aliás, esse estereótipo de superioridade branca gerou consequências catastróficas para a humanidade, ao fomentar ideologias como o Nazismo e o Fascismo, e movimentos como o Apartheid.
Mais de 300 anos de escravidão deixaram as suas consequências para o Brasil, a maior delas é a marginalização que é diretamente ligada a miséria, da qual boa parte da população negra é vítima. De acordo com o IBGE, pretos e pardos compõem a maioria nos índices de analfabetismo e desemprego, e isso nada mais é do que a manutenção de um sistema excludente. A segregação dos negros na economia começou com a escravidão e nunca foi superado, e a tardia criação de ações afirmativas somente evidenciam o tamanho do descaso do poder público com essa significativa parcela populacional.
Não é porque a cultura existe e é antiga, que deve ser perpetuada. É imprescindível a ampliação do programa de ações afirmativas, principalmente em institutos educacionais. Também é preciso a difusão de campanhas publicitárias em prol do fim da discriminação, bem como a aplicação de punições mais severas para tal prática.