A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 31/01/2020
População negra: os números do preconceito.
“A maior expressão do preconceito racial no Brasil está justamente na negação desse preconceito”, a frase do jornalista Demétrio Sena nos mostra que uma das causas para a persistência do racismo na sociedade brasileira é não assumir que o preconceito ainda se faz presente mesmo após mais de um século da abolição da escravidão.
De acordo com dados do IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) os negros compõe mais da metade da população brasileira, no entanto índices de diferentes pesquisas não são proporcionais, como o analfabetismo, que se mostra 5 vezes maior na população afrodescendente e que somente 1 em cada 4 pessoas com ensino superior é negra.
Também estudos feitos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que a população negra é a que mais morre em abordagens policiais, 7 em cada 10, e compõe 75% da população carcerária.
Analisando mais profundamente o contexto brasileiro, percebe-se que o racismo está arraigado na cultura da sociedade, fazendo com que as riquezas culturais dos afrodescendentes não tenham o devido destaque sendo muitas vezes depreciados, visto que nas mídias, na política e em cargos de alto escalão existem poucos representantes.
Portanto para que este cenário se transforme é necessário que exista genuíno desejo de mudança de toda a sociedade, a fim de que todos os direitos dos cidadãos sejam equiparados, independente de qualquer raça.
É papel do poder legislativo a criação de leis mais efetivas, que puna e incentive denuncias, para que pessoas que sofram qualquer discriminação não se sintam acuadas, ademais a implantação de aulas nas escolas sobre diversidade social e um contínuo debate nos meios virtuais (redes sociais) e físicos (instituições públicas) é crucial para que possa haver a superação desses preconceitos.