A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 01/02/2020

O legado provindo da cultura africana resultou ao Brasil a identidade de um povo que, lastimavelmente, enterra seu passado em um imperativo moral de negação. A persistência do racismo reflete no diagrama brasileiro a desigualdade social, onde os negros são a maioria no sistema prisional, a maioria dos analfabetos e a minoria na política. Essa situação resulta na realidade social intimamente cravada em um povo que nega suas origens e que, mesmo consciente da injustiça histórica trazida pela escravidão, decide reportá-la com injustiça social e desigualdade.

O ano de 1888 foi um marco histórico, mas não relevante. Gerou comoção, mas não o bastante. A intima realidade brasileira perante o racismo reflete a cinemática de um filme onde a vítima se torna seu próprio algoz, causando sua degradação e difamação. O racismo, hoje, está refletido em toda a cadeia de situações negativas que trazem a imagem do negro como sua maioria. Há necessidade de representatividade para a maioria da população que não transparece a realidade legislativa do país, onde o negro ocupa menos de 10% dos seus cargos resultando assim em menos políticas públicas que beneficiem e tragam, igualdade de direitos e acesso a cultura.    A escravidão influenciou em toda a história brasileira. Impediu durante anos que toda uma raça não pudesse se desenvolver, crescer, criar, evoluir. Resta á população brasileira conhecer o seu passado e mudar o seu presente. Em todo o desenvolvimento sociocultural do país o legado africado deveria ter sido mais bem difundido, onde as políticas públicas se fizessem valer e disseminassem as citações e todo o conceito necessário para que se crie e consciência humana, racial e em principal de igualdade de direitos.

Tão importante quanto conhecer nossa história, é não a reproduzir no presente. A persistência do racismo na sociedade brasileira precisa ser colocada em pauta, discutida. O nosso presente reflete uma sociedade racista e devemos lutar para um futuro com uma lei Áurea que extinga não só a escravidão física, mas em principal a escravidão da mente, que não nos deixa evoluir.