A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 31/01/2020

É fato que o Brasil é um país o qual foi formado por povos de diferentes origens, em maioria povos africanos, e sua economia colonial erguida por braços escravos. Mas, apesar disso, o racismo ainda impera na sociedade brasileira, a qual parece não perceber o fim da escravidão e persiste na prática do racismo. Logo, é necessário analisar os fatores os quais levaram à segregação dos negros na sociedade, bem como a lenta e quase inexistente desconstrução do racismo na sociedade brasileira.

Em primeira instância, é válido analisar os motivos os quais levaram à marginalização dos negros na sociedade. Isso ocorreu pois, apesar da Lei Áurea libertar os escravos, ela não os proporcionou formas de ascensão social, visto que os escravos eram libertos mas não tinham empregos nem casas onde morar, fato o qual os deixou na condição de subempregos e os afastou ainda mais da sociedade, colocando-os em periferias sociais. Tal realidade ainda é vivenciada hoje por muitos negros, os quais sofrem com a herança desse passado pós-escravista. A consequência disso é a persistência da segregação dos negros na sociedade, além do racismo enraizado e normalizado no meio social.

Também é preciso ressaltar a lenta desconstrução do racismo no Brasil, o que contribui para a sua persistência na sociedade. Apesar de haver mecanismos que minimizem os efeitos do racismo, a exemplo das cotas raciais para ingresso em faculdades públicas, ainda não há total aceitação social em relação aos negros, bem como às suas crenças, costumes, religião e cultura. Consequentemente, o povo negro vive constantemente cercado pelo racismo de boa parte da sociedade brasileira.

Diante dos fatos supracitados, é evidente que há, no Brasil, a persistência do racismo, fruto de seu passado colonial. Logo, é necessário que a Secretaria da Cultura, em parceria com o Ministério da Educação, incentivem a população negra à realização de feiras culturais em espaços públicos de cada cidade, através de subsídios para escolas e centros culturais municipais, com a finalidade de apresentar para toda a sociedade o passado do povo afrodescendente, bem como sua cultura e a imensa contribuição para a formação da identidade cultural brasileira. Dessa maneira, será possível bloquear a persistência do racismo na sociedade brasileira.