A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 31/01/2020

O Brasil é um país que durante todo o seu processo de colonização sofreu influência de diversas culturas,entre elas a africana. Por séculos a nação brasileira construiu seus pilares através da escravidão, que apenas após muito tempo aboliu tal prática. Entretanto, passada a época de submissão forçada, a segregação e o preconceito permanecem enraizados na sociedade contemporânea.

Em primeira análise, seguindo o pensamento do escritor e antropólogo brasileiro, Darcy Ribeiro, infere-se que o Brasil, último país da America a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a classe dominante enferma de desigualdade e descaso. Analogamente a esse pressuposto, o passado escravocrata deixou marcas que permanecem em todos os âmbitos sociais. Apesar das pessoas negras e pardas serem a maioria no território nacional, de acordo com o IBGE apenas 34% dos alunos de ensino superior são parte da pluralidade racial populacional brasileira.

Outrossim, apesar de existirem leis para defender a igualdade entres todos os indivíduos, saindo do papel e imergindo no sodalício brasiliense, a realidade não condiz com a lei. Segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça(CNJ), apenas 31% dos pais adotivos são indiferentes à cor da criança, quando 67% da fila de adoção é constituída por crianças negras e pardas. As quais sofrem preconceito racial desde a infância.

De acordo com os argumentos supracitados, é necessário que o Governo Federal em conjunto com as instituições de ensino e a mídia conscientize a população sobre igualdade entre as raças, a fim de promover a integração das vítimas de racismo à todos os contextos da aristocracia contemporânea.