A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 31/01/2020

Preconceitos raciais são infundados e devem ser combatidos. A semente do racismo foi plantada no Brasil durante a escravidão do período colonial. Desde então, essa semente criou raízes preconceituosas que dificultam até os dias atuais o convívio harmônico da população. A fim de solucionar essa questão, leis inclusivas devem ser ampliadas de forma a eliminar injustiças sociais.

Nesse contexto, segundo o filósofo francês Michel de Montaige, religião, cultura e costumes são acasos geográficos, mostrando assim que preconceitos dessa natureza se mostram infundados. Tal raciocínio pode se estender para a questão étnica: uma pessoa preconceituosa poderia ter as características físicas semelhantes àquela que critica caso tivesse nascido em diferentes circunstâncias, o que mostra que tal desrespeito não apresenta lógica.

Apesar disso, o racismo está fortemente presente na sociedade brasileira. Tal fato teve início durante o período Colonial, quando pessoas de pele negra eram consideradas inferiores no aspecto sociocultural, justificando, assim, a escravidão. Mesmo após a abolição em 1888, as raízes desse pensamento continuaram presentes na nação e passaram a se manifestar pelo racismo, pois, ao libertar um povo do trabalho compulsório, não procurou inseri-lo na sociedade. Em virtude disso, ex-escravizados passaram a viver à margem da nação. Atualmente, o racismo persiste e marginaliza ainda mais os negros do convívio entre brasileiros.

Assim, medidas são necessárias para que as raízes do racismo sejam eliminadas do território nacional. Para que isso de torne possível, o Poder Legislativo deve se esforçar para tornar os negros cada vez mais inseridos na sociedade, por meio da ampliação da lei de cotas raciais em universidades e em postos de trabalho, para que injustiças sociais sejam desfeitas e a dívida histórica do Governo com esse grupo populacional seja quitada. Assim, o convívio harmônico entre brasileiros deixará de ser um sonho para se tornar uma realidade.