A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 31/01/2020

O Brasil é um país multifacetado, dotado de uma cultura rica, com diversos e diferentes protagonistas em sua composição. No entanto, apesar de tamanha contribuição atribuída à população afrodescendente para a história do país, a miscigenação aconteceu de forma abusiva e violenta, deixando marcas históricas que perpetuaram o racismo.

Em diferentes áreas que compõem a identidade brasileira e movimentam a economia, a cultura afro-brasileira está presente.  Apesar da notabilidade de problemas estruturais, artistas, empresários e publicitários, hoje, são capazes de contar a sua história e serem porta-vozes de um movimento.

Nina Simone, cantora e ativista do movimento negro, dizia que liberdade é não ter medo. A Lei Áurea, sancionada em 1888, foi responsável por extinguir a escravidão no Brasil, entretanto, essa libertação impossibilitou a inserção do negro na sociedade, deixando toda uma população desamparada e amedrontada, ou seja, reclusa.

O preconceito étnico não foi devidamente tratado, uma vez em que houve segregação entre negros e brancos, levando a estruturação de um pensamento primata e incabível. Os reflexos dessa problemática causaram problemas plurais, comprovando-se da necessidade de resistência através do samba e capoeira na Revolução de 1930 ao aumento dos índices de feminicídios entre mulheres negras entre 2003 e 2013.

Portanto, para reparar gradativamente o racismo estrutural em relação aos negros e a cultura afro, o Ministério da Educação deve incluir na matriz curricular de ensino básico e superior, o estudo da música, culinária, dança e língua atreladas aos responsáveis pela criação e moldagem do que reconhecemos como nossa identidade. Dessa forma, o conhecimento será capaz de viabilizar a importância e a consciência em liquidar uma dívida histórica.

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