A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 01/02/2020

“Tudo que quando era preto era do demônio, depois virou branco e foi aceito […]” diz a canção “Bluesman” do artista baiano Baco Exu do Blues, da qual aborda o preconceito racial que o negro brasileiro ainda sofre em nosso âmbito social. O passado escravocrata do Brasil, mesmo abolido a mais de cem anos, é a principal raiz do racismo persistente no país. Hoje, a busca da equidade entre brancos e negros ainda é uma luta, visto que a comunidade afrodescendente ainda é violentada e desrespeitada.

A população brasileira é composta por uma total miscigenação de etnias - povoada por indígenas, invadida por europeus e tendo africanos escravizados, a história do país resultou numa grande diferença racial e cultural, que segundo dados do IBGE, 45% dos brasileiros se declaram pardos e 8,1% da população se dizem pretos. Essa parcela da população, ainda é vítima da violência pela cor de sua pele.

Neste contexto, Zumbi fugiu da fazenda que o escravizava e criou o Quilombo de Palmares; hoje, mais de 300 anos depois, o racismo ainda está presente, seja pelo fato que a taxa de mortalidade é maior quando se trata de um negro, pelo fato da falta de representação em grandes cargos na política do país ou até mesmo pelo fato da falta de oportunidade aos negros a ensino e trabalho, que mesmo com o sistema de cotas, o número de negros em faculdade é extremamente inferior quando comparado ao de brancos. A dívida histórica que o Brasil tem com a população afrodescendente jamais será esquecida, entretanto, deverá ser paga.

A representação do preto não será a arma pra cima, na favela, sendo a pele do crime - como diz “Bluesman”. O racismo continua existindo no Brasil, e é extremamente necessária a intervenção do Estado. Dessa maneira, com o Ministério da Justiça aumentando o tempo de pena para o crime, punindo com mais firmeza, o Ministério da Cidadania junto ao Ministério da Educação promovendo mais eventos pra ingressão do negro na escola e em ambientes de cultura - tudo isso, não vai resolver o racismo no Brasil, entretanto, é uma boa maneira para combater.