A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 01/02/2020
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito á saúde, segurança, e ao bem estar-social. Conquanto, o preconceito e a discriminação racial evidentes no Brasil impede que os negros desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos atos racistas ainda vivenciados. Diante do exposto no Brasil, as causas do racismo podem ser associadas, principalmente, à longa escravização de povos de origem africana.
Faz-se mister, ainda, salientar a tardia abolição da escravidão, que foi feita de maneira irresponsável, pois não se preocupou em inserir os escravos libertos na educação e no mercado de trabalho, resultando em um sistema de marginalização que perdura até hoje. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI.
Infere-se portanto que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Dessa maneira, precisamos nos engajar, não só nos achar não racistas, mas nos tornar antirracistas. Saber que é um trabalho de todos nós, brancos e negros, reequilibrar essa realidade. O branco de hoje não é responsável pelo que aconteceu ontem com a escravidão, assim como o Alemão de minha geração não é responsável pelo Holocausto, mas somos todos responsáveis por reequilibrar nossa sociedade e transformar o que vamos contar para nossas crianças.