A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 26/02/2020
Não obstante a lei contra discriminação racial no Brasil foi criada no século XX, a sociedade canarinha do período hodierno ainda é marcada pela manifestação do preconceito principalmente para com negros e povos indígenas. Nesse viés, dois aspectos se destacam na persistência do racismo: os efeitos da escravidão histórica e a influência da globalização cultural. Enfim, medidas de combate a essa problemática são necessárias.
Diante desse cenário, cabe elucidar que a mentalidade escravista perpassa a contemporaneidade tupiniquim. Sob esse ângulo, é preciso entender que tal pensamento errôneo de superioridade branca é resistente na sociedade porque, dos 520 anos (1500 - 2020) de formação do Brasil, 388 anos (1500 - 13 de maio de 1888) foram de sistema escravocrata, isto é, em cerca de 75% da história brasileira, os negros, primordialmente, foram escravizados. Desse modo, compreende-se quão enraizado é o racismo contra negros no Estado brasileiro e a perenidade desse impasse.
Além disso, vale ressaltar a contribuição da mundialização para o entrave em questão. Nesse sentido, esse fenômeno trouxe a homogeneização cultural, ou seja, existe um padrão de costumes aceitos socialmente, sobretudo os provenientes das potências econômicas. Em meio a isso, os indivíduos cuja cultura é diferente do padrão aceito, como os indígenas, são visto com estranhamento e inferioridade, o que causa a solidificação de estereótipos prejudiciais e desrespeito aos direitos dessa população, como retrata o episódio 2 da série “Guerras do Brasil.doc”. Dessa forma, a perversidade da globalização é notória e deve ser mitigada.
Portanto, observa-se que a persistência do racismo na sociedade brasileira é um sintoma da consolidação de preconceitos. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério dos Direitos Humanos, além de proteger as ações afirmativas existentes, modifique as grades curriculares não só das escolas, mas também das universidades, por meio da introdução do estudo acerca da formação do hominídeo na Base Nacional Comum Curricular e em todos os cursos superiores, respectivamente, para que fiquem nítidas a igualdade biológica e a importância da luta pela igualdade social. Assim, jovens e profissionais conscientes seriam formados, mudando a configuração racista da atual sociedade brasileira.