A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 02/03/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948, defende a manutenção do respeito entre povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrario, quanto à questão do racismo. Neste contexto percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, devido às questões de ordem cultural e à cultura da impunidade que assombra a população vitima de algum ato criminoso.

De inicio, destaca-se a histórica estratificação racial nos pais como aspecto fundamental na compreensão do preconceito contra a etnia negra nos pais. A esse respeito cabe rememorar que desde a colonização do território brasileiro, durante a escravidão, essa classe social sofre por desrespeito e desumanização, que confere a eles um descaso nas garantias individuais como fator que, lamentavelmente, ainda se faz presente na sociedade contemporânea. Tal afirmativa é confirmada no caso do Jogador de Futebol Daniel Alves, que sofre injurias raciais na Espanha em um jogo no estádio “El Madrigal”, os torcedores do time contrário atiraram bananas no jogador, chamando-o de “macaco”. Logo, romper esse paradigma cultural é determinante a promoção de garantias ao grupo.

Além disso, a pouca importância dada ao racismo foi secular e a violência simbólico-denominado assim pelo sociólogo Pierre de Bordieu, como conduta que inclui comportamentos voltados à exclusão moral de grupos minoritário- acabou por reduzir a relevância do problema. Infelizmente, as agressões verbais e até físicas foram, por anos, vistas como “brincadeiras” e piadas com etnias vista como engraçadas. Outrossim, a lentidão de justiça brasileira na elucidação de inúmeros casos de racismo, evidenciou a impunidade como realidade vinculada a essa questão.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para combater o racismo no Brasil. Posto isso, o Ministério dos Direitos Humanos deve, por meio de parceria com as escolas, lançar projetos educativos e pedagógicos contra o racismo, a fim de desconstruir a força cultural que essa pratica possui. Tal medida deverá focar já na educação básica para construir jovens que compreendem e respeitem todos os grupos étnicos. Ademais, cabe ao ministério da justiça agilizar processos, julgar os casos e disponibilizar um disque denuncia para as vitimas. Desta forma, será possível mudar a estrutura e construir um país igualitário.