A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 22/03/2020
O racismo é uma chaga social no Brasil. Mesmo após mais de um século de abolição da escravatura, a população negra permanece, na maioria das vezes, à margem dos espaços de prestígio. A relação de exclusão com base na cor da pele está presente nos ambientes de trabalho, nas universidades, nos hábitos cotidianos. Compreender como o racismo opera no tecido social e como é possível superá-lo é, dessa forma, confrontar uma ferida que marca o país.
O Brasil como a última nação ocidental a conceder a liberdade aos escravos, com a Lei Áurea, em 1888, buscou construir, desde então, uma autoimagem de território de respeito às diferenças e de convívio racial pacífico. A Lei Áurea, no entanto, foi conservadora em seu texto e não contou com qualquer reparação ou política de inclusão para populações que ficaram tanto tempo afastadas da cidadania, e sem direito à educação e da liberdade de ir e vir.
Foi injustificável o descaso a que acabaram desprezando milhares de ex-escravizados que foi também persistente na luta deles pela liberdade. Uma luta que ficou em seus descendentes e que hoje se passa por uma batalha por representatividade e mais espaços de poder. Uma conquista bem conhecida dos brasileiros, a política de cotas, por exemplo, vem trazendo uma mudança na feição das universidades e das repartições públicas, hoje mais inclusivas.
Os avanços na política de inclusão racial e social no Brasil, entretanto, ainda continuam pontuais e resultam de pressões da sociedade organizada. O país permanece sem uma política de Estado coordenada, que ultrapasse governos e esteja presente em diferentes pastas, como o Ministério da Justiça com políticas mais precisas de ressocialização da população carcerária, em sua maioria negra, se pararmos para pensar sobre isso, chegaremos a conclusão que é insano o fato de termos algum tipo de preconceito com alguma pessoa por conta de sua cor. Já dizia Gabriel O Pensador racismo é burrice.