A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 11/04/2020

Na obra cinematográfica " O ódio que você semeia", a personagem principal Starr é uma gartota preta que vive em um dos bairos mais perigosos dos Estados Unidos. Após um festa, ela assiste a morte de seu melhor amigo, Khalil, que é negro, por um policial branco, o qual atira no garoto depois de confundir uma arma com uma escova de cabelo. Fora da ficção, no Brasil contemporânio, o racismo ainda persiste e é o principal motivo para se apertar o gatilho e matar a população não branca. Isso ocorre devido o racismo estar presente desde o Brasil Colônia, o que acarreta no aumento da desigualdade racial e a morte da popoulação negra.

Inicialmente, o Brasil foi o último país do continente americano a abolir a escravidão, a qual durou mais de 300 anos. Para justificar a escravidão dos africanos, a Igreja Católica, naquela época, afirmava que uma pessoa negra não tinha alma, logo era inferior ao branco. Infelizmente, tal atitute fez com que se enraizasse desde o início da formação do país o preconceito contra o negro, o que ,posteriormente, dificultaria na desconstrução desse crime. Portanto, a manutenção dessa violência na sociedade brasileira vem de  vários séculos atrás, e traz várias consequências para a população não branca. Como a desigualdade racial, uma vez que uma pessoa branca, no Brasil possui maior chance de conseguir um emprego do que uma pessoa negra, possuindo as duas a mesma formação.

Consequentemente, o racismo faz com que aumente o risco de morte da população preta. Isso se confirma no dado das Organização das Nações Unidas, que a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Com esse dado percebe-se que ser negro na sociedade brasileira  é um perigo para a própria vida do indivíduo, devido a manutenção do racismo. Esse risco aumenta exponencialmente, quando a pessoa preta mora em favelas, uma vez que o prenconceito acaba trazendo pejorativos fixos a cor de pele escura, como por exemplo, bandido e violento.Logo, esse crime fere diretamente um diretiro fundamental do artigo 5 da Constituição Federativa do Brasil, de 1988, o direito à vida.

Por tudo isso, é imprescindível que o Governo realize medidas para combater o racismo no país. Para isso, o Ministério da Educação deve promever a criação de uma nova disciplina, chamada “A importância da cultura africana para a formação do Brasil”, nas escolas de educação básica. Por meio de aulas e palestras ministradas por historiadores e especilistas no assunto, com o objetivo de desde do início da formação acadêmica das crianças, elas aprendam a respeitar as diversas culturas. Somente assim, ocorrerá a desconstrução do racismo que está enraizado desde o Brasil Colônia e o direito à vida será realmente respeitado.