A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 25/05/2020
De acordo com a série documental “Guerras do Brasil.doc” a América Portuguesa em 350 anos trouxe ao Brasil aproximadamente 12 milhões de africanos para serem escravizados. Em 1888 foi criada a lei Áurea que aboliu a escravatura, porém após 132 anos o racismo continua enraizado e se manifesta de diversas formas.
Em primeira análise, é evidente que a principal exteriorização do racismo é por meio da violência e repressão. Nesse sentido, uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou dados que alegam que aproximadamente 60 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil, e dessas 71% são negras ou pardas. Nesse aspecto, a situação se torna mais agravante quando as mortes acontecem pelas mãos de quem deveria zelar pela segurança da população. Exemplo disso foi a morte do menino negro João Pedro Mattos de 14 anos, atingido em sua residência no Complexo do Salgueiro, por uma “bala perdida” de policiais durante uma busca e apreensão de drogas.
Além disso, fatores sociais também alertam para uma sociedade preconceituosa. Isto é, é explícito que a dificuldade de negros usufruírem de direitos básicos, como educação também se torna uma forma de segregação. Nesse aspecto, o artigo 205 da Constituição Federal garante que todos têm direitos iguais a escolaridade, porém dados do IBGE alegam que a chance de uma pessoa negra ser analfabeta é cinco vezes maior do que uma branca. Tal fato exemplifica que o racismo se torna presente desde a infância, através de dificuldades que são inexistentes ao padrão que foi imposto pela sociedade.
Portanto, é indubitável que o racismo continua presente na vida dos brasileiros desde os primórdios da América Portuguesa. Por isso, a escola como principal influenciadora na base da sociedade deve conscientizar os alunos por meio de palestras, além de não tolerar manifestações de racismo no ambiente escolar. Medidas que tomadas juntas têm o intuito de garantir a permanência de alunos negros, que consequentemente, com a conclusão do ensino médio terão acesso a maiores oportunidades, que servirão de barreiras para possíveis manifestações preconceituosas no futuro.