A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 05/06/2020

Racismo enraizado na sociedade brasileira

Segundo a Constituição de 1988, no seu artigo 5, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Entretanto, o Poder Público é atento, de fato, para a problemática que envolve o preconceito racial na sociedade brasileira?

O racismo é um problema recorrente na história da humanidade brasileira. Na Colonização do Brasil, por exemplo, os portugueses discriminavam os índios por terem outras etnias, fazendo com que estes fossem inferiores por causa da cor de pele. Embora o Brasil seja um país que mais da metade, segundo o IBGE, 54%, da população seja afrodescendente, tem-se, atualmente, um contexto análogo a essa situação: ainda persistem casos de discriminação racial sofridos por algumas pessoas.

Em 2019, a atriz e humorista Cacau Protásio foi uma vitima do preconceito racial. Um áudio cheio de ofensas à comediante repercutiu nas redes sociais, a mesma usou o seu perfil para rebater os insultos e vários artistas se manifestaram apoiando a atriz. Cacau afirmou “Eu sou negra, sou gorda, sou brasileira, sou atriz, eu conto história, eu conto ficção, eu não mereço ser agredida assim como nenhuma pessoa”. Até o momento atual, nenhuma justiça foi feita.

Interfere-se, portanto, que o racismo é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra discriminação racial, a fim de atenuar a prática de preconceito na sociedade, além de aumentar a pena pra quem o praticar. Ainda cabe às escolas criar palestras sobre o racismo e suas histórias, informando crianças e jovens sobre as diferenças de etnias no país, assim acabando com a discriminação racial em cada geração.