A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 01/06/2020

Desde o século XVI, durante o período colonial, o território brasileiro já era bastante cruel com os negros, os quais eram trazidos à força da África para serem escravizados. Assim, o país apresenta, até hoje, marcas severas dessa segregação racial. Desse modo, o preconceito se encontra enraizado no sistema de justiça, o que faz com que muitos policiais ajam de forma violenta com certos indivíduos por causa da cor da pele.

Visto que, de acordo com o Ministério da Justiça, mais de 60% da população carcerária é composta por pardos e negros, fica evidente o modo como a discriminação afeta esses grupos até mesmo perante a lei. Tal qual em “Olhos que condenam”, minissérie que conta a história real do “Central Park Five”, um grupo de cinco jovens que foram indiciados por uma promotora racista e pagaram por um crime que não cometeram. Logo, o princípio da isonomia é frequentemente violado, e os cidadãos não são tratados de modo igualitário em decorrência do preconceito.

Além disso, a violência policial também é uma realidade no Brasil, muitas vezes direcionada à população negra e aos mais pobres. Tal como no caso João Pedro, um menino preto de 14 anos que teve sua casa invadida por agentes militares e foi morto a tiros. Enquanto eventos como esse são recorrentes nas periferias do país, as autoridades não se esforçam para reverter a situação.

Sendo assim, fica evidente a necessidade de medidas para combater o preconceito racial no Brasil. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Justiça, criar uma órgão específico, comandado por afrodescendentes, com a função de receber e apurar queixas de possíveis casos de impunidade motivados pela cor da pele, além de investigar ocorrências de violência policial, tendo por objetivo garantir maior segurança à população negra brasileira.