A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 03/06/2020

As raízes do racismo na sociedade brasileira

“O dia da consciência Negra não deveria existir […] a escravidão foi benéfica aos africanos […]  militantes negros são uma escória maldita”. Estas declarações infelizes foram ditas pelo atual ministro de igualdade racial no Brasil, Sérgio Camargo.  Suas palavras contradizem o ideal defendido pela fundação Palmares, órgão do qual o  mesmo é presidente e trazem a tona a discussão do problema da persistência do racismo na sociedade brasileira.

O racismo se apresenta na sociedade brasileira de diversas formas formas, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2019, existem diferenças entre as raças brancas e não brancas, no que consiste à salários, negros recebem até 73% menos se comparados a homens brancos da mesma faixa etária, desemprego (66%) e acesso ao ensino superior (56%).

Segundo estudo publicado na Universidade Federal do Pará através do I Workshop sobre Racismo Epistêmico e Universidades: “O racismo ainda é uma raiz que cresce sob a concessão de nossos olhos, é um problema estrutural nas entranhas da sociedade. Combate deve acontecer a partir da mudança gradual da mentalidade de todos”.

Diante desse cenário é importante que a sociedade brasileira por meio de ações em redes sociais e de televisão apresentem o problema do racismo em propagandas de forma clara que estimule discussões e debates com a participação da sociedade. Estas ações devem incentivar a criação de mais leis que garantam a igualdade entre raças como, cotas universitárias, distribuição ética de poderes de cargos e oportunidade de emprego e desenvolvimento de renda. Outra mudança deve acontecer na sociedade é quanto a sua mentalidade. O brasileiro deve descolonizar seu pensamento com relação à diferenciação entre raças. Buscar conhecer autores, músicos, e artistas, que sejam de raças e culturas diferentes, de forma a incentivar e a promover seus trabalhos nas mídias sociais.