A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 12/06/2020

Em contexto de instabilidade social no século XIX, no Brasil, revigoraram leis que auxiliaram para a dissolução da escravidão, que foram introduzidas pela princesa Isabel. Diante do contexto histórico, é importante destacar que a servidão ainda produz reflexos na atual sociedade brasileira. Desta forma, a continuidade do racismo é oriunda da visão retrógrada popular, de uma hegemonia racial, na qual torna-se segregacionista. Nessa conjuntura, ocorre a persistência desse preconceito, que acarreta tribulações econômicas e sociais que resultam na formação de um perfil carcerário.

A priori, o conceito de “capital cultural” do sociólogo francês, Pierre Bourdieu, correlaciona o acesso à educação e cultura, com a situação financeira de cada indivíduo. Nesse viés, é visto que no Brasil a população em maior vulnerabilidade econômica é negra, é imprescindível que eles não possuem ingresso á moradia, ensino e segurança de qualidade. Assim, a exemplificação de pretos em altos cargos ou com grande estrutura de renda, não chega aos olhos da sociedade. Desse modo, tais ações contribuem para a continuidade da segregação racial.

A posteriori, o site jornalismo preto e livre, aponta que a população presa predominantemente é composta por pretos e pardos, que representam 65%. Outrossim, esses números estão associados a visão social atribuída ao homem negro, encaixando-o em um perfil meliante. Ademais, o contexto histórico vivido contribui diretamente para tal fato, uma vez que a segurança conhecida atualmente, foi criada para a proteção dos senhores de terra, contra escravos fugitivos. Bem como, ocorre a exaltação da figura policial, no qual realiza ações criminosas e preconceituosas contra negros, uma vez que socialmente não são combatidos.

Em suma, é notório que a atual sociedade brasileira, vive uma exaltação de uma determinada raça, o que provoca uma divisão social. Com isso, torna-se dever dos Municípios- instituições privadas e públicas-, promover uma inclusão dos negros no sistema empregatício, por meio de cotas ou ações voluntárias, objetivando a diminuição da exclusão econômica e social. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, criado em 1930, gerar campanhas de conscientização, por meio de debates e palestras com os alunos, a fim de desconstruir a imagem negativa associada ao homem preto. Logo de modo gradativo, ocorrerá a diminuição da hegemonia racial.