A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 06/06/2020
A escravidão no Brasil, foi implantada no início do século XVI, com a chegada do primeiro navio negreiro do território africano. E por mais de 300 anos, o povo negro foi escravizado pela elite latifundiária brasileira, que os reduziram a meras mercadorias por questão de preconceito racial. Mas os escravos não aguentaram calados essa situação desumana e lutaram pela liberdade, que foi conquistada em 1888. Infelizmente o preconceito ainda é uma realidade no Brasil, que enfrenta diariamente o racismo escancarado através das manifestações de ódio, violências e a tentativa de embranquecimento, essas ações mostram o retrocesso da sociedade.
Tal conjuntura se deve ao fato do país manifestar racismo institucional e estrutural a todo momento, sendo o primeiro por parte do Estado e das leis, que de forma indireta promovem a exclusão do povo negro. Tendo como exemplo as formas de abordagem dos policiais contra pretos, que tendem a serem mais agressivas. Isso pode ser observado no caso recente com João Pedro, menino de 14 anos, baleado e morte dentro de sua casa durante uma ação policial, atirando a queima roupa. Enquanto o segundo termo trata-se de uma série de práticas, hábitos, situações e falas embutidos em nossos costumes, que fomentam o preconceito e a segregação.
Hoje, o Brasil é o segundo país com maior número de negros, porém apenas 8,1% se caracteriza como tal, graças as políticas de embranquecimento que foram implantadas com o intuito de apagar de vez esse povo da história. Assim passou a existir a denominação pardo, sendo utilizado como autodeclaração por cerca de 45% das pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Por tanto, para resolver esse impasse é necessário que o Ministério dos Direitos Humanos juntamente com a Secretaria de Igualdade Racial tome medidas que promovam o fim da segregação, por meio de políticas que forneçam direitos iguais na educação,trabalho e justiça, assim realizando melhorias nas leis e punições existentes contra o racismo. E também deve-se retirar a denominação pardo, aceitando a negritude do nosso país.