A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 06/06/2020

A princípio, o racismo é um assunto bastante discutido no mundo todo, por lei, a prática é considerada um crime que estabelece multas e pena de reclusão a quem cometê-la. Em virtude disso, a atividade, mesmo sendo ilegal não impede que milhares de pessoas a façam diariamente, espalhando preconceito contra a origem, cor, raça e qualquer outro ato de covardia com pessoas negras. Dessa forma, o racismo é um assunto delicado que prejudica a vida, a saúde mental e o bem estar de mais da metade da população mundial todos os dias, tornando indispensáveis alternativas de combate a esse revés.

No período da colonização brasileira, os negros eram considerados escravos e tratados como mercadorias. Contudo, mesmo após o fim da escravidão, em virtude da Lei Áurea de 1888 que promoveu  liberdade aos escravos não foi suficiente, atualmente, são mínimas as políticas que possibilitam a inserção dos negros na sociedade, dando a eles as mesmas oportunidades dadas aos brancos. Bem como o preconceito enraizado nos brasileiros continua crescendo e se tornando mais violento, verbalmente e fisicamente, gerando impactos negativos. Portanto, é necessário que haja mudanças nas leis e na educação, para que as crianças não se tornem preconceituosas.

Sob o mesmo ponto de vista, a obtenção de um emprego com boa remuneração, uma educação de qualidade, o direito de ir e vir sem serem incomodados ou intimidados por autoridades são desafios do cotidiano da população negra. De acordo com uma pesquisa do site de notícias “UOL”, cerca de 62% de jovens negros estão matriculados em Instituições de Ensino no país mas não concluem o Ensino Médio, enquanto 76% de brancos estão concluindo. Todavia, a desigualdade racial na Educação e no emprego é destaque no Brasil, em 2019, os cargos altos eram compostos 29,9% por negros, perpetuando a situação de pobreza e segregação, continuando o ciclo de desigualdade social.

Logo, ações são necessárias para combater a problemática. Cabe ao Governo juntamente com o Ministério da Educação investirem no ensino público, com estrutura e ensino de qualidade para que os jovens saiam da escola com o pensamento de que podem ter uma formação superior. Além disso, as Universidades devem fornecer medidas que auxiliem a entrada de jovens em um curso superior, com vestibulares para negros e também mantenha a biblioteca aberta para que possam estudar e estarem preparados para as provas. É imperativo, ainda, que promovam palestras para os alunos e familiares com o intuito de conscientizarem as pessoas sobre o efeito do racismo, afirmando a necessidade de integração das minorias nos meios sociais, bem como evidenciar a denúncia nos casos de racismo. Diante do exposto, é indubitável que medidas devam ser tomadas para alterar o cenário brasileiro.