A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 07/06/2020

Nelson Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul, foi uma figura irremediável na luta a favor dos direitos civis da população negra no país. Contudo, não é só a África que vem lutando em prol do fim da discriminação racial, já que o Brasil vem mostrando cada vez mais sua força nesse movimento, em busca de uma valorização da identidade afro-brasileira. Todavia, esse objetivo ainda encontra empecílios, devido as crenças preconceituosas enraizadas e a falta de valorização da cultura negra no país.

Mormente, é incontrovertível a persistência de pensamentos racistas na sociedade brasileira. Assim, desde o período colonial, a população negra que veio ao país para ser escravizada, é vista como “inferior” pelos colonizadores europeus, o que contribui até os dias de hoje para que crenças discriminatórias, infelizmente, continuem enraizadas na mente popular. Dessa forma, os civis brasileiros persistem desprezando e tratando os afrodescendentes de forma pejorativa, contribuindo para a prorrogação desse ideário incoerente na geração atual, e nas posteriores.

Além disso, a cultura negra encontra-se desvalorizada no país. Segundo o matemático Pitágoras, é necessário educar as crianças para não precisar punir os homens futuramente, relacionando-se com a importância da educação acerca da cultura afrodescendente para a população, evitando comportamentos de desvalorização por esta posteriormente. No entanto, esse conhecimento é pouco priorizado, visto que muitas manifestações da cultura negra são deixadas de lado nas escolas e universidades , o que não contribui para o fim do racismo no sistema vigente.

Torna-se evidente, portanto, que o valor da identidade afro-brasileira precisa ser acentuado para o fim do racismo no Brasil. Destarte, é imperioso que o Governo Federal crie um site público de informação, com fatos históricos e culturais acerca da cultura negra, que seria disponibilizado para a população de forma gratuita e rápida, para que esta possa manter-se informada, quebrando preconceitos raciais pré-existentes.