A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 07/06/2020
Conservação das concepções racistas
Com a Lei Áurea, no final do século XIX, que declarou o fim da escravidão no Brasil, os escravos negros acreditavam que viveriam em um mundo sem segregações, mas o preconceito nunca deixou de existir na sociedade brasileira. Hodiernamente, as condições sociais e econômicas entre brancos e negros são desiguais, pois a população afrodescendente do país ainda é vítima de diversos tipos de exclusões e discriminações, o que deixa nítido, dessa forma, que existe uma herança ideológica racista persistente na formação das gerações do povo brasileiro.
É relevante abordar, primeiramente, que os anseios por um mundo utópico - criado na mente dos escravos, no qual a igualdade racial seria presente-, não se concretizaram, pois a população nunca deixou de inferiorizá-los. Nesse contexto, em um episódio da série “Anne with an E”, em que é retratada a forma que os escravos são tratados após a escravidão não ser mais permitida, comprova-se que a ideologia racista persistiu fortemente nas sociedades ao redor do mundo. À vista disso, é irrefutável afirmar que, por mais que tenha uma lei que garanta a liberdade das pessoas negras, elas ainda são tratadas desrespeitosamente, o que estimula as marginalizações suportadas pelos afrodescendentes.
Destarte, as transmissões de opiniões racistas entre gerações, fomentam a formação de pensamentos que relacionam pessoas negras com parcelas excluídas da população. Nesse âmbito, a sociedade brasileira necessita de uma reeducação ideológica, pois, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é o reflexo de sua educação, deixando evidente, portanto, que existe uma falha na formação dos jovens e isso estimula o crescimento de um povo preconceituoso. Contudo, a educação torna-se uma ferramenta importante para o combate contra o racismo no Brasil, visto que, caso as crianças sejam instruídas a debater sobre atitudes discriminativas, há a possibilidade das próximas gerações extinguirem o preconceito racial.
Depreende-se, com base na realidade supracitada, que medidas são necessárias para combater esses entraves. Logo, cabe ao Ministério da Educação incentivar as escola para fornecerem momentos de discussões sobre o racismo no Brasil, por meio de apresentações e interações entre os alunos. Sendo assim, a questão do preconceito será debatida e estuda, de forma que os alunos conscientizem-se e promovam uma geração livre da ideologia preconceituosa, desconstruindo, então, a herança racista presente por anos na sociedade. De maneira análoga, a população valorizará a igualdade entre brancos e negros, posposta anos atrás, na Lei Áurea.