A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 08/06/2020
Segundo Albert Einsten, “é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Hodiernamente, essa citação demonstra-se cada vez mais presente em nossa realidade. Prova disso é a recente morte de George Floyd, feita por um policial branco, que desencadeou uma onda de protestos e demonstrou claramente o racismo enraizado na sociedade. Infelizmente, a cor da pele determina a qualidade e quanto tempo de vida o indivíduo possuirá e diversas são as causas provenientes desse preconceito exacerbado difundido no Brasil e no mundo.
A princípio, cabe analisar que a questão da desigualdade racial no Brasil é algo marcado historicamente. Como exemplo, poderíamos citar o fato de que o nosso país foi o último a abolir a escravidão e ainda grande parte dos brasileiros enxergam a população negra como inferior. Tal visão é demonstrada através da eugenia, uma teoria que busca produzir uma seleção humana e separar a “raça boa”- que no caso seriam os brancos- ,da “raça ruim”- os negros-.
Além disso, a naturalização de falas e pensamentos preconceituosos, constituem o racismo estrutural, e graves são as consequências dessa normalização. Pesquisas feitas pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam que apesar da população negra representar 54% da nação, 75% participavam entre os 10% mais pobres. Logo, é cabível que, apesar da abolição da escravatura, a carta de alforria e consequente garantia de liberdade, ainda não foi entregue para a maioria dos negros.
Portanto, é inegável a urgência de medidas para garantir a igualdade entre os indivíduos na nossa sociedade, que deveria ser garantida pela Constituição Federal. Logo, cabe à Secretaria Especial da Cultura, a tomada de providências para combater o preconceito com esse povo e essa cultura. Podem realizar essa ação por meio da realização de palestras e campanhas de conscientização que apontem os dados alarmantes das disparidades e o passado sofrido dessa parcela da nação. Os diversos veículos midiáticos devem promover filmes e documentários, que possam dar voz aos negros que sofreram e sofrem com o preconceito e racismo no nosso país, dessa forma, conseguiríamos de fato garantir o direitos e a erradicação da visão eugênica no Brasil e no mundo.