A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 12/06/2020
No longa-metragem “Infiltrados na Klan”, Rob, um policial negro no contexto dos Estados Unidos do século XX, investiga e adentra a organização racista “Ku Klux Klan”, de modo a relevar o teor cruel de seus ideais e ações. Sendo baseado em fatos reais, o filme ilustra, ao ser lançado em 2019, o anacronismo e a persistência do racismo na sociedade atual. Destarte, similar a Rob, vale investigar uma das tentativas de sobredourar esse preconceito e como eles incitam-o nos dias de hoje.
Primeiramente, afirma-se que, desde meados do século XIX, oferecem-se justificativas para promover o preconceito racial. Para depreender melhor, cabe evocar o movimento eugenista, no qual, baseando-se supostamente na ciência, promovia-se a necessidade de “melhorar” o DNA humano: eliminando os negros. Tal discurso, embora biologicamente desbancado, perdurou e acentuou o racismo em todo o mundo, podendo, até hoje, servir de motivação à prática da perseguição social.
Por conseguinte, com base na perpetuação dessas ideias, estimula-se o racismo na contemporaneidade. Nesse sentido, sob o prisma do livro “Suspicious Minds”, de Rob Brotherton, os indivíduos tendem a crêr em lógicas simples - muitas vezes conspiratórios - as quais perpassam o conhecimento comum. Evidência disso não só é o movimento terraplanista, mas também é o preconceito racial com raízes na eugenia (por exemplo), quadro que se manifestou na dolosa morte de George Floyd recentemente nos Estados Unidos.
Portanto, vista a intempestividade dessa problemática, infere-se a necessidade em dissolvê-la para afastar qualquer reincidência do racismo hodiernamente. Para tanto, compete às ONGs - enquanto organizações flexíveis às urgências mundiais, como o Rotary - o dever de, por meio de ações sociais - como protestos e projetos -, pôr as desculpas, como a eugenia, em voga à sociedade, de forma a questionar e criticá-las intensamente, a fim de tornar o ímpeto de “Suspicious Minds” em um embaraço social. Desse modo, observar-se-ia uma população global potencialmente longe de organizações como a “Ku Klux Klan” ilustrada em “Infiltrados na Klan”.