A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 15/06/2020
Funcionando como a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso, a questão da persistência do racismo na sociedade brasileira é um problema há algum tempo. Com isso, ao invés de mudar o percurso da persistência para a extinção, a herança histórica e a falta de políticas públicas contribuem para a situação atual.
Primeiramente, é importante destacar a herança histórica do Brasil. Nesse contexto, o processo colonizador português se baseou em uma estrutura escravocrata composta por uma mão-de-obra negra, que para justificar sua barbárie, os europeus marginalizavam a negritude e exaltava a superioridade branca. Desse modo, o desenvolvimento estrutural do país foi marcado pelo racismo e houve a naturalização do negro à margem da sociedade. Nessa perspectiva, evidencia-se um preconceito enraizado que influencia e permanece na mentalidade dos brasileiros até os dias atuais.
Ademais, a falta de políticas públicas é um importante agravante desse problema. Após a abolição da escravatura, em 1888, não houveram campanhas de inserção do antigo regime escravo no mercado de trabalho ou em escolas, tendo em vista que seu objetivo não era o fim do racismo e sim fins econômicos. Podendo ser exemplificado pelo fato de que 75% da população negra brasileira está localizada nas favelas, colocando em risco a sua qualidade de vida, que segundo Platão, supera a própria existência.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para resolver o quadro. O ministério da educação deve implantar nas escolas públicas discussões através de cartilhas educativas sobre o racismo e suas raízes históricas, para que assim desde cedo os jovens combatam esse preconceito. Além disso, O ministério da justiça deve assegurar a ressocialização de forma gradual e ativa por meio de um projeto eficaz que reduza a desigualdade racial. Construindo um futuro que levará esse problema da persistência para a extinção.