A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 18/06/2020

A priori, a história do Brasil é marcada pela discriminação contra o negro, este grupo étnico, sofreu aproximadamente 300 anos com a escravidão. Após a abolição da escravatura, por conseguinte, essa população logo tornou-se uma camada mais inferior da sociedade, sem direito à educação, ou saúde. Estes, continuaram a ser tratados de forma desumana, pois àquele ponto, o racismo já havia sido, e continua sendo, empregado como uma questão cultural para os brasileiros, e segue no seu cotidiano, mesmo que de forma não perceptível.

Neste período, houve a isenção total de qualquer direito humano a vida negra, já que estes, não eram considerados pessoas. Neste espectro, os afrodescendentes, sofreram para conquistar direitos quanto a educação, e mesmo após dois séculos, os números ainda não são satisfatórios. Uma pesquisa realizada em 2015, foi exibida pelo jornal O Diário de São Paulo, a matéria apresentou que, menos de 10% das alunos da Universidade de São Paulo eram negros, mesmo que o grupo, hoje no Brasil seja maioria, este foi tema do movimento “USP só para elites”, a fim de contestar os números.

Ademais, além do legado da educação, a escravidão foi associada a discursos de ódio, palavras que estão empregadas no vocabulário brasileiro até hoje, de modo a caracterizar o racismo como uma longa construção através dos séculos. Um bom exemplo, é a palavra “denegrir”, que possui na raiz o significado de “tornar negro”, como algo maldoso e ofensivo, “manchando” uma reputação antes “limpa”. Em suma, isso representa as fortes raízes que o racismo fincou na língua portuguesa, que dificilmente serão desconstruídas.

Conclui-se, que no Brasil, o racismo foi erguido através dos séculos, e passado de geração para geração, como uma pirâmide, de modo a refletir na sociedade como um todo. Para a desconstrução deste pensamento, cabe aos poderes legislativo e judiciário, por meio de congressos, reverem e ampliarem a aplicação do artigo 5° da Constituição de 1988, que garante ao cidadão brasileiro, a igualitariedade diante das questões sociais do cotidiano, com a finalidade de minimizar os impactos da cultura racista empregada no país.