A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 18/06/2020

Durante o Brasil colonial, foi implantado o modo de produção escravista, o qual era composta, majoritariamente, por povos de origem africana que eram trazidos do seu continente natal para o, recém descoberto, “Novo Mundo”. Nesse ínterim, a história do país é marcada pelo preconceito e opressão em relação aos negros, que, diariamente, sofrem com as heranças da escravidão. Dessa forma, é necessário combater o racismo estrutural, visto que ele está enraizado na sociedade brasileira, bem como promover a inserção dessas pessoas em universidades, mercados de trabalho, política e entre outras esferas, com o objetivo de diminuir a desigualdade racial no país.

Conforme a definição, o racismo estrutural consiste em um conjunto de práticas, hábitos, situações e falas embutido em nossos costumes e que promove, direta ou indiretamente, o preconceito racial. Nesse hiato, embora esteja na lei que é crime, a segregação se torna rotineira no Brasil, tal qual no mundo, o que gera várias vítimas na atualidade. Nesse contexto, ainda que as pessoas se auto denominem não racistas, pensamentos e práticas acabam contradizendo essa afirmativa e, por consequência, perpetuando um raciocínio tão arcaico. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foi revelado que 72% das pessoas assassinadas são negras, o que evidencia que eles estão mais expostos à violência e, por consequência, possuem sua qualidade de vida afetada.

Outrossim, a inclusão desses indivíduos em locais que foram, por muito tempo, espaços exclusivos da elite é fundamental para minimizar a discrepância presente no país. Segundo o IBGE, menos de 3% dos jovens negros  frequentam faculdades, todavia a adoção do sistema de cotas em universidades públicas conseguiu alavancar esse número. Entretanto, muitas esferas da sociedade ainda possuem a mínima participação deles. Nesse sentido, Nelson Mandela combateu o “apartheid” na África do Sul, o qual era uma lei que legitimava o preconceito e retirava uma série de direitos das pessoas “não brancas”, como resultado muitos lugares e profissões começaram a ser restritos à elite branca. Eventualmente, as consequências desse fato histórico perduram até a contemporaneidade no mundo.

Dessarte, é necessário que se tome providências para resolver a problemática. Assim, para minimizar a discrepância e o preconceito racial, urge que o Governo Federal elabore, por meio de leis orçamentárias, projetos em escolas e universidades, a fim de conscientizar a nova geração que todos são seres humanos, independente da cor, e merecem respeito, além de endurecer a pena da Lei do Crime Racial. Ademais, é importante que o Estado crie órgãos públicos responsáveis pelas acusações de racismo, bem como amplie o sistema de cotas, com propósito de garantir a inserção desses indivíduos na sociedade. Desse modo, a herança do Brasil colonial vai ser mitigada na atualidade.