A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 24/06/2020
Primordialmente, o racismo no Brasil teve sua semente plantada no tempo da Colonização, na época em que a pele negra sofria pelos chicotes dos tiranos portugueses. Esses abusos deixaram cicatrizes profundas na cultura brasileira e junto a elas, infelizmente, tradições racistas que assolam uma enorme parcela da sociedade. Mediante o tema, problemas como a persistência da discriminação racial no aparato policial e dificuldade de inserção do negro no mercado de trabalho devido a baixa qualidade do ensino público e a deficiência das cotas são demasiadamente preocupantes e necessitam de atenção.
Nesse contexto, é perfeitamente visível que a discriminação a respeito do fator racial é muito recorrente em ações da polícia e no próprio cotidiano dos afligidos. A exemplo disso, enumera-se diversos casos como o recente sequestro e assassinato do menino João Pedro pela policia militar juntamente com a civil, e até mesmo o assassinato de George Floyd nos Estados Unidos, que deu início ao movimento “Black Lives Matters”, o qual já chegou em território nacional. Assim sendo, o comediante e ator, Chris Rock, cita em seu show de comédia na Netflix, Tamborine, que em certas profissões não pode haver ‘‘maçãs podres’’, e compara policiais a pilotos de avião, que tem o dever e a responsabilidade de serem, sem exceção, verdadeiros profissionais uma vez que são encarregados de vidas humanas.
Somado a isso, o descaso da educação pública e a ineficácia do sistema de cotas dificultam o desenvolvimento da polução de baixa renda, que coincide com a população parda e negra, sendo ela 52% do povo brasileiro, de acordo com dados do site da Agência Brasil que apontam o abismo racial. Nesse sentido, percebe-se que a parcela da sociedade atingida pelo racismo enraizado se torna uma minoria do ponto de vista socioeconômico, o que dificulta bastante na luta pela igualdade. Nesse sentido, a presidente executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, ratifica o problema dizendo que que a educação de baixa qualidade impede que os estudantes superem as diferenças sociais.
De acordo com o supracitado, infere-se que para erradicar o racismo é necessário insistir na luta, não só a parcela negra mas como também a parcela privilegiada que tem o dever de se posicionar a favor da causa. Sendo assim, urge que o Governo Federal combata a violência policial de cunho racista a partir de medidas que venham exigir uma seleção mais rigorosa no processo de recrutamento policial, bem como é de sua responsabilidade investir numa melhor capacitação de profissionais a fim de evitar tragédias e descasos. Outrossim, é dever do Estado proporcionar e ampliar as oportunidades dos estudantes negros por meio de melhorias no sistema de cotas para assim diminuir o abismo social.