A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 25/06/2020

Promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a igualdade e ao bem-estar social. Conquanto, a presença do racismo na sociedade brasileira vem desde o período colonial e perpetua até os dias atuais, não permitindo que essa parcela da população desfrute desse direito na prática. Assim, sendo necessário uma intervenção mais eficiente do combate ao racismo.

Em primeira análise, evidente que atualmente o preconceito racial é um tema constantemente abordado em diversos locais, como programas de rádio e TV. Sendo parte do grupo dos 20 países com a maior economia mundial (G20) e dos 5 países que mais cresceram na década passada (BRICS), seria racional pensar que o Brasil possui políticas eficientes de combate ao racismo. Contudo, a realidade é justamente o oposto e a diferença desse contraste é claramente refletida em uma maior taxa de negros que são mortos ou presos, sendo que pouco menos de um décimo da população brasileira se auto declara negra – segundo dados do IBGE – mostrando uma seletividade racial.

Faz-se mister, ainda, salientar a exorbitante diferença de classes sociais como impulsionadora da persistência do racismo nos dias de hoje, no qual a maioria da população negra fazem parte das classes mais pobres e a maioria dos indivíduos brancos fazem parte das mais ricas, fomentando ainda mais essa segregação racial. Segundo o sociólogo Polonês, Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante disso, os acontecimentos atuais são reflexos de uma história marcada pelo racismo entre classes, como no período colonial em que o europeu, homem branco, escravizava o africano, homem negro, mostrando a “superioridade branca”.

Fica claro, portanto, que o racismo está enraizado na história do Brasil e que ainda existem questões a serem discutidas. Com isso, urge ao estado a criação de políticas eficientes de combate ao preconceito racial, por meio de comerciais que passem nas maiores emissoras de TV do país, 5 vezes ao dia, mostrando exemplos das consequências de uma sociedade racista, como o Apartheid, Ku Klux Khan e o próprio período colonial brasileiro, além da criação de escolas, postos policiais e hospitais em áreas mais humildes, proporcionando uma maior igualdade entre as classes. Com a implementação de tais medidas a população ficará ciente do resultado de uma sociedade racista, ao passo que as classes mais pobres terão condições mais favoráveis de crescimento, assim diminuindo a diferença entre classes e fazendo o brasil caminhar para dias melhores.