A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 25/06/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, quando trata-se da questão do racismo na sociedade brasileira, contraria-o, uma vez que, no Brasil, ainda existem desigualdades entre negros e brancos. Dessa forma, é necessário que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas a má influência midiática e a insuficiência legislativa.
Deve-se pontuar, de início, que o silenciamento da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador à resolução do problema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia - em especial os grandes veículos de informação - não traz à pauta os reais acontecimentos de racismo, como as diferenças em relação a emprego, moradia e desigualdade de oportunidades. Assim, exibir o racismo enraizado na sociedade, aumentaria a chance de resolução do problema.
Nesse mesmo viés, outra dificuldade enfrentada é a insuficiência legislativa. De acordo com o filósofo John Locke, “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, é possível perceber que a legislação não tem sido suficiente para garantir segurança para todos, principalmente porque, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o percentual de negros assassinados, no Brasil, é 132% maior do que o de brancos.
Portanto, medidas são necessárias para evitar a propagação do racismo na sociedade. Cabe, então, ao Supremo Tribunal Federal desenvolver uma nova lei que promova, exclusivamente, a segurança da população negra. Isso deve ser feito por meio de análises dos relatos das pessoas que já vivenciaram alguma propagação de racismo. Assim, eles terão uma segurança digna e adequada, sem ser uma opressão, conforme Pierre Bourdieu acreditava que deveria ser.