A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 01/07/2020

Não restam dúvidas que o brasileiro tem uma cultura racista desde épocas anteriores referentes aos anos de escravidão, criaram tantos preconceitos que se traz o julgamento ser pela aparência. O quão comum é acontecer casos de violência seja verbal ou física, os direitos ao cidadão vezes é apagado para essa parte da população, sendo afligido por suas culturas e particularidades.

Em uma primeira análise a discriminação se trata de atos desumanos, ocorridos em meio de trabalhos, nas ruas, escolas, etc… Não há dúvidas que as crianças absorvem o que refletem a elas, e praticam o que tem como padrão que a sociedade impõe. Um exemplo a ser destacado é o vídeo gravado pelo Governo do Paraná que testa o ‘‘racismo institucional’’ de profissionais de RH, onde nas imagens apresentadas mostram afrodescendentes e brancos exercendo a mesma atividade, no entanto as impressões mudam de acordo com a raça dos modelos. A campanha reflete o racismo dentro das instituições: afrodescendentes são a maioria dos desempregados (60%) e ganham 36% a menos do que os brancos, tendo menos oportunidades e criando assim essa forma preconceitual de classes, que envolvem raças.

Segundo o Atlas da violência de 2019, no Brasil os negros representam 75% das vítimas de homicídio, e são maioria, também, em meio à camada mais pobre da população: dos 10% de brasileiros mais pobres, 75% são negros segundo o IBGE. Por isso existem os direitos do cidadão, sendo um deles o de igualdade perante a lei, onde todas estão sujeitas as mesmas, sem exceções para raça, gênero ou cargo que exerce, para haver concordância e não penalizar ninguém. Mas ainda mesmo com leis é visível a diferença no cotidiano, onde a imagem é julgada mais que a própria essência, acima da lei ainda existe a desigualdade subjugada por cidadães de cargos superiores, que tiveram a luta de chegar onde chegaram, mas se um afrodescendente chega até lá, a luta é dobrada.

Portanto é evidente que dentro de uma sociedade racista, tudo deve começar na educação, seja em ambiente familiar ou no colégio, mostrar que há diferença na cor, e que disso nada altera quem a pessoa é ou vai se tornar. Do mesmo modo, conscientizar com campanhas como a do Paraná, que pega pessoas desprevenidas e levarem elas a realidade, onde a imagem engana e é julgada por uma cultura passada que ainda está presente nos dias atuais.