A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 26/06/2020
O Brasil, um país conhecido pela sua diversidade na questão populacional, referente as suas diversas etnias presentes no país, ainda assim sofre com um dos maiores males que assolam a sociedade contemporânea atual, o racismo. Difícil de se imaginar que não haja algum tipo de “herança” do período Brasil Colônia - datado do século 16 até o século 18 – onde havia a maior concentração de trabalho escravo na, até então, colônia portuguesa.
O racismo é qualquer ato que estabelece alguma relação de hierarquia entre as etnias, que, principalmente, desfavoreça alguma em relação as demais. É, de fato, muito mais comum ter uma percepção desse tipo de ato nos séculos passados e, quanto mais retrocedemos, mais comum são os casos de segregação racial. Atualmente não é difícil perceber que a proporção de pessoas que lutam pela igualdade em todas as áreas é infinitamente maior do que no passado, como o mais atual caso de George Floyd que conseguiu mobilizar não só o país americano como diversos outros países, incluindo o Brasil em menor escala, deixando o tema ainda mais em destaque, mostrando que a massiva maioria vê o racismo como algo errado, o que faz o ele se torne uma questão de tempo na teoria.
A persistência dessa “maldição hereditária” é justificada de diversas maneiras, dentre elas, vale destacar a baixa representatividade imposta contra as nomeadas “minorias”, seja em mídias ou até mesmo em outros espaços, os estereótipos adotados ao longo do tempo, que adotam uma imagem que resume uma longa história em apenas alguns parágrafos e a própria herança da cultura europeia presente nas terras brasileiras, onde, teoricamente, as futuras gerações seriam ensinadas a cultura do racismo, além de diversas apologias por influenciadores que influenciam o desenvolvimento preconceituoso, como exemplo o recente caso polêmico do canal “Xbox Mil Grau”.
Percebe-se que, no cenário atual, por mais que a escravidão tenha sido abolida há mais de 130 anos e a população atual tenha uma mente mais “liberal”, os casos de racismo ainda são recorrentes nas manchetes. Não restam dúvidas que o conhecimento é a chave para combater a ignorância, trabalho esse que deve ser entregue não somente ao Ministério da Educação e Cultura, que deveriam abordar brevemente no início da formação de um indivíduo sobre as diversas culturas que cercam nosso país quebrando assim os criados estereótipos e educando uma nova geração diminuindo cada vez mais essa “herança” deixada pelas antigas gerações. As leis estabelecidas quanto ao racismo podem chegar a uma prisão de até seis anos, a severidade do problema deve ser mostrada aumentando a carga penal e realmente fiscalizando esse tipo de atitude, diminuindo assim a curto prazo os problemas.