A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 02/07/2020

Segundo o artigo 1 da Declaração Universal de Direitos Humanos, “Todos nascem livres e iguais em dignidade e direito, e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”. Todavia na prática esse respeito ao outro não é tão efetivo, visto que, devido aos acontecimentos históricos, como a exclusão social do negro, o racismo e o preconceito com a cultura africana ainda estão fortemente presentes no Brasil.

Primeiramente é importante citar que, em 1888, a Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel, determinando o fim da escravidão no país. Contudo, após libertos, os ex-escravos não receberam nenhum tipo de auxílio para sua sobrevivência, muitos ficaram em condições desumanas, sem moradia, alimentação e também não eram contratados para trabalhar e receber salários. Desse modo, boa parte desses indivíduos foi marginalizada e inferiorizada, o que colaborou para agravar a segregação e o preconceito presentes desde a época colonial.

Por conseguinte, criou-se uma visão errônea e estereotipada não só de pessoas negras, mas também da cultura de descendência africana e ambos sofrem com a falta de respeito, bem como de espaço na mídia. Segundo o site G1, por exemplo, em 2008, o Centro Cruz de Oxalá, uma casa de umbanda, foi invadido por jovens que vandalizaram o local e quebraram imagens religiosas, demonstrando, infelizmente, o irrespeito com as matrizes culturais do povo brasileiro. Portanto, conclui-se que, atrelado à intolerância religiosa e ao ponto de vista preconceituoso enraizado, o racismo continua existindo nas relações sociais, inferiorizando o afrodescendente e suas produções culturais.

Em suma, para que ocorra uma diminuição no preconceito contra os negros e suas manifestações culturais, é importante que exista maior conhecimento sobre o assunto. Assim, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) promova mais entendimento a respeito do tópico, por meio de exposições, palestras, eventos e oficinas gratuitas que mostrem e expliquem as matrizes culturais afro-brasileiras e sua formação, quebrando estereótipos racistas previamente criados e dessa maneira abrindo mais espaço na mídia para os afrodescendentes. Espera-se então, reduzir a falta de respeito e a prática do racismo na sociedade brasileira.