A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 27/06/2020
No período escravista brasileiro, os negros eram considerados inferiores por serem pessoas ‘‘de cor’’. Hoje, apesar dos avanços, é nítido o preconceito para com essas pessoas em razão de um enraizamento do preconceito na sociedade que se resulta em uma marginalização dessa população. Com isso, tem-se um cenário em que é preciso muito mais que leis para superar as diferenças sociais.
Primeiramente, é válido ressaltar as bases do racismo no Brasil. Nessa premissa, é nítida a herança do período colonial que essa população estava submetida ao poderio branco e, depois da escravidão, esse pensamento continuou existindo. Isso se dá por causa da falta de inserção social. Dados do jornal Nexo apontam que cerca de 50% da população das favelas das grandes cidades é negra, o que favorece ideias supremacistas contra essa população em razão do poderio econômico. Assim, percebe-se que além da cor a discriminação acontece também por fatores econômicos.
Por causa disso, não é raro casos de pessoas negras submetidas a atos preconceituosos na mídia. A série ‘‘olhos que condenam’’ demonstra a realidade de jovens que foram condenados inocentemente, isso demonstra o viés racista da sociedade que incita a violência contra essa parcela da população e casos como esse são frequentes, o que corrobora a ideia de uma inferioridade racial em que na prática todos são iguais. Sendo assim, fica claro que práticas cotidianas é o principal fator que perpetua o racismo na sociedade.
Portanto, urge a necessidade de medidas que inibam o preconceito no Brasil. O Governo juntamente com as escolas devem, em uma ação conjunta, educar a população na questão racial. Isso pode ser feito por meio de atividades escolares como palestras e trabalhos com os alunos que visem aumentar o contato dos jovens com cultura negra e desmistificar a ideia de superioridade branca. Somente assim, começaria-se por baixo para atingir todas as camadas sociais e superaria-se as diferenças.