A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 29/06/2020

O período de colonização do Brasil foi marcado pelas práticas violentas e consideradas como um crime aos direitos humanos, como foi o caso dos indígenas nativos do território e negros africanos, para a colonização do Brasil, escravizados nos engenhos e submetidos a tratamentos cruéis.

Mesmo depois da abolição da escravatura, em 1888, por meio da Lei Áurea, não houve qualquer tentativa do Estado de inserir os ex-escravos com equidade no mercado de trabalho e garantir-lhes o bem-estar social. Dessa forma, uma discriminação racista histórica persiste no Brasil hoje em dia, causando pobreza e falta de oportunidades a essa parcela populacional.

Por conta dessa situação histórica mal resolvida que grande parte dos indivíduos negros sofrem com a pobreza no século XXI. De acordo com o IBGE, a cada 4 das pessoas mais pobres do país, 3 são negras, mostrando assim uma desigualdade social.

Diante desse cenário, acontece a manutenção contínua dessa conjuntura, pois, sem acesso a escolaridade, por exemplo, tal população se submete a empregos informais, abusivos ou que não são suficientes para a garantia de uma qualidade de vida digna. A partir disso, é muito presente a ideia de que a figura negra se associa à criminalidade, desconsiderando-se o fato da pobreza como impulsionador de tal contexto.

Portanto, é essencial a expansão de programas que modifiquem, de fato, a pouca aceitação negra na sociedade como forma de combater o racismo. Para isso acontecer, é preciso que o Ministério da Educação dê mais foco a assuntos que demonstrem os grandes notáveis da cultura negra e incentive a escolarização desse percentual social, por meio de, inclusão de livros recém-lançados que abordem especialmente o assunto do racismo e ofereçam bolsas de estudo as pessoas negras que têm o risco de evasão escolar. Dessa forma, será combatido socialmente, por meio da inclusão.