A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 30/06/2020
“Em nós, até a cor é um defeito. Um imperdoável mal de nasceça, o estigma de um crime. Mas nossos críticos, se esquecem que essa cor, é a origem da riqueza de milhares de ladrões que nos insultam”. Segundo Luiz Gama, um dos maiores abolicionistas da história brasileira e seu poema em forma de manifesto, revela a inquietude e a postura combativa contra o racismo que toda a sociedade deveria possuir, independentemente da cor, raça ou cultura. Aliás, a persistência do racismo na sociedade brasileira é um grande problema enfrentado pela população em questão.
Em virtude da discriminação amplamente difundida, a sociedade brasileira, em sua maioria, demonstra uma certa ojeriza por parte da produção cultural negra e pela estética da etnia, o qual torna-se explícito e é reforçado pela mídia. A priori, nos meios de comunicação de massa, como cinema e TV, torna-se visível a falta de espaço para a produção de origem afrodescendente e a ausência de papéis, com ênfase no protagonismo, em novelas, filmes e séries para atores negros.
Entretanto, quando há a oportunidade de personagens disponíveis, são utilizados para a construção de estereótipos preconceituosos, a exemplo de negros retratados como criminosos ou até mesmo trabalhadores de subempregos. Haja vista que o parâmetro aqui retratado é apenas um de milhares presentes e existentes no país. Como por exemplo, o preconceito e discriminação racial ou crime de ódio, racismo institucional, aqui descrito por comunicação, e o estrutural, considerado o mais perigoso por ser imperceptível em inúmeros casos.
De acordo com os argumentos elucidados anteriormente, concluí-se que é imprescindível tornar essa luta uma vitória. Sendo assim, juntamente com o poder público que apóia a causa, faz-se necessário a criação de uma cartilha de leis rígidas, campanhas para o disque denúncia e principalmente maior abertura no mercado de trabalho, correlativo à imprensa, para que através da comunicação possa ser transformado este estereótipo tão desnecessário e repugnante que é o preconceito e o racismo.