A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 07/07/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão da persistência do racismo. Nesse contexto, torna-se evidente como causas o legado histórico, bem como questões socioculturais.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o legado histórico presente na questão. O preconceito racial se fez presente na sociedade por volta do século XVI no contexto da escravidão, que era praticada pelos europeus ao usarem negros como produto no comércio de escravos. Nesse sentido, o racismo, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à história brasileira, o que dificulta ainda mais sua resolução.

Outro ponto relevante nessa temática são as questões socioculturais. A Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX, defende que a sociedade deveria ter pessoas selecionadas a partir das suas características, uma delas era a raça, portanto, os seres humanos de pele clara, sem traços negroides eram consideradas superiores. Nessa perspectiva, percebe-se que as pessoas crescem inseridas em um contexto social e cultural intolerante, o que torna a solução ainda mais complexa.

Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Sendo assim, é essencial que as escolas realizem debates sobre a persistência do racismo, através de mesa-redonda ou palestras com os alunos, mas que também seja aberta a comunidade externa, a fim de que as pessoas percebam a importância de entender o contexto histórico que o racismo está inserido. Além disso, a mídia, por possuir um certo poder de influência sobre as pessoas, deve dar mais espaço para inserção de informações sobre o tema, por exemplo, através da divulgação de movimentos negros, para que haja mais chances do preconceito racial ser desconstruído.