A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 06/07/2020

Desde a formação do país, a intolerância racial já se expressava na forma da escravidão, outrossim, após mais de um século da abolição, o racismo ainda persiste na atualidade. Dessa forma, é notório que o pensamento de uma parcela da população permanece maculado pela ideia de “superioridade racial”, o que dificulta a erradicação completa do racismo.

Por ser um país que abrigou a vinda de milhares de pessoas durante os últimos séculos, principalmente no período colonial ,o Brasil se tornou uma pátria de imensa diversidade cultural e étnica, sendo que mais de 50% da sua população hoje é composta por pessoas pardas ou negras. Porém, mesmo sendo a maior parcela populacional, ainda sofrem com a desigualdade  muitas vezes ocasionada pelo racismo, assim, de acordo com o site G1, " Os negros representam 54% da população, mas são 71% das vítimas de homicídio, mostra um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública." Logo, evidenciando o abismo que existe entre as realidades vividas por pessoas de diferentes etnias.

Além disso, o racismo e a desigualdade podem ser percebidos em diversos aspectos sociais como, renda, taxa de analfabetismo, entre outros, já que de acordo com o G1" A renda domiciliar per capita média da população branca, em 2010, era mais que o dobro da verificada para a população negra: R$ 1.097,00 ante R$ 508,90". Sendo assim, inúmeras vezes, essas diferenças estão atreladas a ideias racistas que são disseminadas para as crianças no decorrer de sua vida, pois como disse  Nelson Mandela ,“Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor da sua pele, as pessoas têm que aprender a odiar, e se elas podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”

Destarte, para alcançar uma mudança significativa na persistência do racismo, além dos projetos já existentes, o Ministério da educação deve investir no ensino fundamental por meio da adesão de aulas e palestras interativas com os alunos para assim formar desde cedo a ideia de igualdade, substituindo o ódio pelo amor, como disse Mandela.