A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 05/07/2020
“Ninguém nasce preconceituoso, preconceito se aprende”, disse Nelson Mandela, tal frase ilustra a situação que o Brasil vive atualmente. Em 1888, foi abolida a escravatura, que tristemente não contou com nenhum alicerce para reestruturação dos escravos na sociedade passaram a viver nas ruas, desempregados e com fome, o governo vigente nunca se importou. Já naquela época começou uma terrível discriminação com os chamados “negros livres”, esse problema os persegue até os dias atuais, em cada vez que vemos a escassez de negros no mercado de trabalho. Assim o racismo persiste.
Em primeiro lugar, o fato do Brasil ter sido um dos últimos países a abolir a escravidão, o que ainda dificultou muito para que a população aceitasse pessoas negras em posições importantes. A competição de vagas de trabalhos ainda é em sua maioria com pessoas brancas, tornando os empregos mais comuns para eles os trabalhos de subserviência, que ainda é fruto dos ideais racistas de mais de duzentos anos atrás. Socialmente, foram feitas reparações, como cotas em faculdades ou bolsas distribuídas, mas nada que reparasse o racismo que ainda reina na sociedade. Ainda que existam as cotas, a taxa de analfabetismo da população afrodescendente segue sendo duas vezes maior que entre os brancos, segundo a pesquisa do IBGE em 2018. Tal situação dificulta até mesmo que essas pessoas tenham o acesso da educação básica, que dirá um ensino superior da qual tem direito.
Além do mais, é muito importante comentar agressões que o povo afrodescendente, ainda sofre. O desprezo que a população negra sofre da parte branca é inegável, o custo são vidas destruídas e sem justiça. Crimes de ódio ainda acontecem, com policiais que confundem um guarda chuva com uma arma, ou ceifam vidas negras como se não tivessem valor. No fim, os mesmos pensamentos que tivemos na época da escravidão ainda continuam enraizados. As pessoas negras, vivem na borda da sociedade, em sua maioria morando em vilas ou comunidades, que se tornam alvos fáceis de um mundo criminoso, visto que o mundo justo e com leis flexíveis só existe para os brancos. Segundo sensos entre 2012 e 2017, negros tem 2,7 mais chances de de serem vítimas de assassinatos que brancos, provando o desprezo pela vida negra.
Portanto, cabe as escolas, através das aulas, valorizar a cultura afro-brasileira. Tornar esse um assunto em pauta em feiras culturais e aulas extracurriculares, com debates sobre a questão do racismo no Brasil e suas consequências, junto com leis mais severas e que valorizem mais a vida negra, coloquem-a no mesmo patamar de uma vida branca. Criando assim uma nova sociedade baseada no respeito a cultura e vida negra.