A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 07/07/2020

O filme brasileiro “Branco sai, Preto fica” mostra a realidade sobre a violência e discriminação vivenciada por negros, em que policiais iniciam um tiroteio ferindo muitas pessoas. Embora o filme retrate o crime ocorrido em 1986, a sociedade continua com o pensamento obsoleto em depreciar um negro por conta da cor de sua pele. Assim, vidas inocentes são tiradas, carreiras e estudos são interrompidos, por conta do racismo.

Sabe-se do caso que teve repercussão no país inteiro, João Pedro, um menino de 14 anos que foi baleado por policiais enquanto brincava com seus primos. No entanto, uma pesquisa realizada pelo site IBGE entre 2012 e 2017, constatou que foram registradas 255 mil mortes de negros por assassinato, e comparando em proporção, negros têm 2,7 mais chances de ser vítima do que brancos, nos mostrando a proporção que a desigualdade racial pode chegar. Dessa forma é perceptível que o racismo continua enraizado na sociedade, gerando todos os tipos de violência contra seres humanos inocentes.

Outrossim, é importante destacar o baixo número de estudantes negros em escolas e principalmente em faculdades, pois muitos precisam trabalhar para sobreviver e acabam deixando os estudos de lado.Todavia, outra pesquisa feita pelo IBGE para comemorar o dia da Consciência Negra, mostrou que somente 12,8% dos negros, entre os 18 e 24 anos, são estudantes em instituições de ensino superior brasileiras e apenas 34% de toda população brasileira são negros estudantes em universidades. Em virtude disso, pode-se concluir que o preconceito e segregação racial prejudicam e destroem muitos sonhos de pessoas ingênuas.

Dado exposto, para mudar tais problemáticas é monitoramento com câmeras para testemunhas,nas comunidades, e que dentro das próprias universidades sejam oferecidos trabalhos, para os estudantes trabalharem e estudarem. Portanto, com a cooperação dos poderes executivos e legislativo o governo elabore leis para proteger pessoas que são vítimas do racismo.