A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 05/07/2020
Na série “Todo mundo odeia o Chris”, uma de suas clássicas cenas é quando o protagonista sofre agressões e recebe apelidos como “pixaim” por ser o único de cor de pele diferente em sua escola. Fora da televisão, o racismo continua mesmo com a constituição de 1888.
Nelson Mandela disse: “ninguém nasce preconceituoso, preconceito se aprende”. Essa frase do Ex-Presidente da África do Sul exemplifica bem o preconceito racial no país. Isso é afirmado, pois, a sociedade brasileira ainda é influenciada pelos moldes pregados durante o período escravista. Porém, é trágico que mesmo dois séculos após a Lei Áurea ser sancionada, o racismo ainda seja um problema, já que o que dá cor à pele é apenas a concentração de melanina, não tendo razão alguma que dê suporte a ideia de superioridade ou de inferioridade de uma etnia em relação a outra.
Além de tudo, destacar que os negros são minoria nas universidades e ocupam cargos de menor potencialidade cognitiva é importante. Infelizmente, essa triste realidade faz alusão ao ambiente que se tinha no Brasil colonial, em que o europeu possuía um papel de destaque, enquanto os escravos exerciam as funções subalternas e realizavam todo o trabalho pesado. A partir disso, é imprescindível que a sociedade se desvencilhe desses conceitos atrasados e se torne democrática em questão de oportunidades.
Depreende-se, portanto, que a desigualdade entre etnias e o racismo seguem como travas sociais. Nesse sentido, cabe a escola através das disciplinas de História e Sociologia, trabalhar a valorização da cultura afro-brasileira, por meio de trabalhos e atividades extraclasse, além de promover debates sobre a questão racial no país. Atrelado a isso, deve haver um enrijecimento das leis relacionadas ao racismo por parte do Estado.