A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 07/07/2020
No poema “O Navio Negreiro”, de Castro Alves, o autor faz um relato das atrocidades que aconteciam com os negros escravizados no Brasil. Ainda que em épocas diferentes, a sociedade ainda tem comportamentos racistas que refletem, entre outras coisas, na escolaridade de pessoas negras e na baixa visibilidade da cultura afrodescendente.
Quando se trata da educação no Brasil, o que nos vem a mente é desigualdade e falta de oportunidades, isso é observado, acima de tudo, no contexto racial, onde os negros sempre tiveram menos oportunidades que os brancos. Segundo o site do IBGE, em 2016, aproximadamente 9% dos pretos ou pardos com mais de 25 anos tinham nível superior, ao passo que, para os brancos, o percentual era maior que 22%. Esses dados são uma exemplificação do racismo estrutural, que começa em aspectos básicos, como a educação, e evolui para coisas muito piores no futuro de vidas negras.
Apesar do forte contraste social, vivemos num país que tem uma grande influência afrodescendente, e suas marcas continuam presentes no dia a dia do brasileiro, por mais que, algumas vezes, não sejam percebidas. Ainda assim, a arte, literatura e outros aspectos da cultura negra são desvalorizados e subestimados em diversos mercados de trabalhos. Podemos extrair o exemplo do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, em que menos de 2% dos indicados ao prêmio de melhor direção eram homens negros, conforme o site Agência Lupa.
Diante desses fatos, percebemos que as raízes do racismo são antigas e persistentes no Brasil, por isso devemos dedicar tempo para solucionar esse problema. Dito isso, ONGs, juntamente ao ministério da cultura ,deveriam destinar mais verbas e inserir mais projetos culturais e educacionais em comunidades negras, para que, através disso, possamos caminhar para um futuro onde os negros tenham mais espaço e voz.