A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 06/07/2020

Solomon Northup era um violinista em ascensão quando foi tirado de sua casa no subúrbio de Nova York. Perdeu sua liberdade por ser negro, e foi servir como escravo para as grandes fazendas no século XIX. Sua história ficara tão conhecida que serviu de inspiração para o longa metragem 12 Anos de Escravidão, que narra a história da persistência da sociedade branca em subjugar e humilhar pessoas de pele escura. No Brasil, essa problemática persiste nos tempos atuais, vista como grave problema social a ser combatido por meio de inovações no meio educacional.

Em primeiro lugar, é necessário enfatizar o fato de que o Brasil é um dos países mais intolerantes e racistas do mundo. Segundo o dado levantado pelo G1, a nação brasileira se encontra em 7º posição dentre vinte e sete países classificados como inflexíveis. O racismo é um fenômeno facilmente expresso em números no país. Por meio de pesquisas realizadas pela revista Brasil de Direitos, uma pessoa negra tem 2,7 vezes mais chances de ser vítima de homicídio do que uma pessoa branca, sendo 98,5% dos assassinatos a cada 100.000 brasileiros de pessoas pardas e negras habitantes de periferia. Tais dados tem como função mostrar o total descaso dos brasileiros em relação a evolução como sociedade, sendo visível a persistência da perseguição e do preconceito referente a sociedade negra e periférica.

É também necessário analisar que, tais informações exprimidas anteriormente apresentam diversas consequências, sendo elas prejudiciais para a comunidade. Dentre essas resultâncias, o número de suicídios é maior na população negra. Com base em referências apresentadas pelo Ministério da Saúde, de cada dez suicídios ocorridos entre jovens de 10 a 29 anos, aproximadamente seis ocorrem com negros. Outras informações também disponibilizadas por esse mesmo órgão, alertam para maior risco de vulnerabilidade psicológica deste grupo, provenientes de preconceito racial, injúrias e crimes como discurso ao ódio e outros elencados na lei 7.716/89. Contudo, é notória a gradativa disseminação do preconceito racial nas comunidades brasileiras e a necessidade de inovações no meio educacional, ,uma vez que, segundo Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.

Em virtude dos fatos mencionados, julga-se necessário por parte do Ministério da Educação a criação de uma matéria eletiva para os anos fundamentais, com o intuito de neutralizar os efeitos do racismo enraigados em nossa sociedade. Para isso, é imprescindível a capacitação dos profissionais na área da educação, a formulação de novos materiais didáticos e também o aumento da representatividade da comunidade negra no meio acadêmico. Em síntese, procura-se a propagação de uma cultura que não descrimine um indivíduo por sua cor de pele tendo em vista uma sociedade mais tolerante.