A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 06/07/2020

Na série “Todo Mundo Odeia o Chris”, o personagem sofre racismo por ser o único negro da escola. De semelhante modo, as práticas  racistas persistem na sociedade contemporânea, sobretudo na brasileira. A persistência do racismo engendra problemas graves que provocam desigualdade, exclusão e violência.

Sabemos que a escravidão vem desde o século XVI a partir dos engenhos de açúcar; muitas lutas por liberdade e, ainda hoje, a população negra sofre com o preconceito e a falta de respeito por suas tradições; cabe ressaltar que a maioria dos pobres e população carcerária no país é negra, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2018. Mostrando, com isso, que do século XVI até os dias atuais existe uma exaltação de tudo que vem do branco e um desprezo e um preconceito pelo que é de origem negra, tornando um país de fortes influências racistas, que mesmo ciente de tal flagelo, permanecem ao longo dos séculos; ademais,caros de menor qualificação e salário são de ocupação predominante dessa população. Fica evidente a necessidade de ação para a mudança do atual contexto de desigualdades entre raças, que continua assolando o país.

Portanto, o Ministério da Educação deve realizar tópicos fundamentais no currículo escolar para formação cidadã, de modo a introduzir o estudo da história dos povos africanos, essencial para o entendimento dos mesmos; também ser discutido nas aulas de sociologia a importância do negro na sociedade e o seu legado cultural; propor projetos nacionais, que vise o combate do racismo pela educação e a transformação de realidade. Além disso, o Ministério da Cultura deve usar seus recursos para ampliar o incentivo à produção artística afrodescendente que, por meio de discussões inovadoras e personagens diferenciadas, promova a diversidade da cultura e a desconstrução da imagem estereotipada que difama o negro.